Como amantes de gatos, sabemos que nossos amigos felinos são criaturas de hábitos e muitas vezes mestres em esconder seu desconforto. Mas quando algo está errado com o estômago deles, a gastrite pode ser um problema silencioso que precisa da nossa atenção. Aqui está tudo o que você precisa saber para proteger seu companheiro de quatro patas.
Simplificando, a gastrite em gatos é uma inflamação do revestimento do estômago. Imagine uma irritação na parede interna do estômago; é isso que está acontecendo com seu amigo felino. Ela pode ser aguda (aparecendo repentinamente e durando pouco tempo) ou crônica (persistente ou recorrente).
Las causas son variadas y, a veces, difíciles de distinguir, pero aquí están las más comunes:
A causa mais comum. Ingestão de algo que não deveriam (plantas tóxicas, lixo, objetos estranhos, comida estragada ou até mesmo uma mudança repentina na dieta).
Especialmente em gatos de pelo comprido, o acúmulo excessivo pode irritar o estômago.
Sim, nossos gatos também sofrem de estresse, e isso pode afetar o sistema digestivo.
Bactérias (como Helicobacter pylori), vírus ou parasitas.
Doenças renais, hepáticas, pancreáticas, hipertireoidismo ou doenças inflamatórias intestinais podem se manifestar como gastrite.
A ingestão de produtos de limpeza, venenos ou alguns medicamentos (especialmente anti-inflamatórios não esteroides, ou AINEs) pode ser muito irritante.
Uma reação a certos ingredientes na ração.

Seu gato não pode falar, mas o corpo dele pode. Preste atenção a estes sintomas:
Vômito: Este é o sinal mais comum. Pode ser intermitente, conter bile, alimentos não digeridos ou até mesmo sangue (hematêmese, que se parece com borra de café).
Anorexia ou diminuição do apetite: É simplesmente a falta de vontade de se alimentar ou a ingestão de quantidades mínimas.
Letargia e fraqueza: Menos energia, mais sono, falta de interesse em brincar.
Dor abdominal: Pode se manifestar como postura curvada, relutância em ser tocado no abdômen ou rosnados/miaus quando pressionado.
Salivação excessiva (ptilismo): Um sinal de náusea.
Desidratação: Boca seca, gengivas pegajosas, pele menos elástica.
Perda de peso: Especialmente se for gastrite crônica.
Esta é a parte crucial. Se você observar algum dos sintomas acima, uma visita ao veterinário é ESSENCIAL. Não tente diagnosticar ou tratar seu gato em casa, pois a gastrite pode ser sintoma de algo muito mais sério.
Vá imediatamente se:
Seu gato vomitar repentinamente ou explosivamente.
Houver sangue no vômito ou nas fezes.
Seu gato estiver letárgico ou deprimido.
Seu gato não come ou bebe por mais de 12 a 24 horas.
Seu gato apresenta sinais de dor abdominal intensa.
Houver suspeita de que seu gato ingeriu uma toxina ou um corpo estranho.
O veterinário realizará um exame físico completo e provavelmente precisará de exames adicionais, como análises de sangue, radiografias, ultrassonografias ou até mesmo endoscopia, para determinar a causa e o tratamento adequado.
O tratamento dependerá da causa subjacente, mas as abordagens gerais incluem:
Dieta de Precaução: Suspender a alimentação por algumas horas (jejum de 12 a 24 horas, nunca por mais tempo sem supervisão veterinária!) para permitir que o estômago "descanse", seguido de uma dieta leve.
Medicamentos:
Antiácidos e Protetores Gástricos: Para reduzir a acidez e proteger a mucosa estomacal.
Antieméticos: Para controlar o vômito.
Antibióticos: Se for identificada uma infecção bacteriana.
Procinéticos: Para melhorar o trânsito intestinal.
Fluidoterapia: Para combater a desidratação, especialmente se o gato vomitou muito.
Tratamento da Causa Subjacente: Essencial para uma recuperação completa e para prevenir a recorrência.
Assim que o veterinário autorizar, a alimentação é fundamental para a recuperação:
Dieta macia e de fácil digestão
Proteínas magras: Frango ou peru cozido e desfiado (sem pele e sem ossos), peixe branco cozido.
Carboidratos: Arroz branco cozido e bem macio (em porções menores).
Alimentos comerciais específicos: Existem alimentos para gatos formulados para problemas gastrointestinais que são altamente digestíveis e com baixo teor de gordura. Seu veterinário poderá orientá-lo sobre a melhor opção!
Frequência: Ofereça pequenas porções várias vezes ao dia, em vez de uma ou duas refeições grandes.
Água fresca e limpa: Sempre disponível para evitar a desidratação.
Evite: Alimentos gordurosos, picantes, muito temperados, laticínios, restos de comida humana e qualquer alimento que não seja especificamente para gatos ou que não tenha sido aprovado pelo seu veterinário.
Além da medicação e da dieta, seu papel nos cuidados diários é vital:
Controle de Acesso: Mantenha produtos tóxicos, plantas perigosas, cordas e objetos pequenos fora do alcance do seu gato.
Higiene Alimentar: Certifique-se de que a comida esteja fresca e o comedouro limpo.
Transições Lentas: Se você mudar a dieta do seu gato, faça isso gradualmente ao longo de 7 a 10 dias para evitar problemas estomacais.
Redução do Estresse: Proporcione um ambiente calmo, brinquedos, arranhadores e rotinas estáveis. Feromônios sintéticos podem ajudar em casos de ansiedade.
Escovação Regular: Especialmente para gatos de pelo longo, para reduzir a ingestão de bolas de pelo. Suplementos para bolas de pelo também podem ser úteis.
Consultas Veterinárias Regulares: Consultas preventivas são essenciais para detectar problemas precocemente.
Observação Constante: Familiarize-se com os hábitos do seu gato. Quaisquer mudanças no apetite, energia ou padrões de vômito/evacuação devem ser observadas.
A gastrite em gatos é um problema comum, porém sério, que requer atenção veterinária. Se você agir rapidamente e seguir as instruções do seu veterinário de confiança, seu gato estará ronronando e saudável novamente em pouco tempo. Sua observação e cuidado são o melhor remédio para ele!